Viviana Ferrante

Atualizado: 13 de Out de 2019


“Recebi o convite para este depoimento com muita alegria e satisfação. Fui aluna do Anglo durante todo o colegial. O colégio para mim sempre teve uma grande importância, pois sempre me sentia muitíssimo bem lá. Essa introdução é só para entenderem melhor minha empolgação. Vou explicar um pouco de minha trajetória.

Meu nome é Viviana Ferrante, sou psicóloga há 10 anos, especialista em Clínica Analítica Comportamental, aprimorada em terapia infantil. Hoje trabalho para um convênio da cidade com terapia de grupo tanto infantil quanto adultos, além de atender em minha clínica particular. Isto posto, devido à minha formação profissional, pude fazer uma análise retrospectiva de minha formação educacional. Assim, vou aproveitar este espaço para descrever minha experiência com a escola, mas também dizer um pouco do que observo atualmente, pois devido à minha profissão estou em constante contato com as duas unidades do Anglo Araras.

Vamos à retrospectiva ... passei boa parte de minha infância sendo chamada de desligada, desatenta e até “vagabunda”, outras vezes ficava sem cadeira na escola devido minha tagarelice e agitação, levava constantes broncas, perdia ditados quase inteiros, tinha uma dificuldade gigantesca com a matemática, enfim, estudar era algo muito custoso para mim. Quando entrei no Anglo, no primeiro colegial, já sabendo da fama da escola, a qual era de ser muito rigorosa e de ensino forte, somado à minha frustrada história, achei que não iria dar conta.

Neste mesmo período fui diagnosticada com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Claro que este diagnóstico não foi obtido na escola. É um diagnóstico feito por psicólogos, neuropsicólogos, psiquiatras e neurologistas, que somando suas observações de acordo com a área de atuação chegam ao diagnóstico. Podemos dizer que foi um diagnóstico tardio, porém temos que considerar que os estudos sobre TDAH ganharam força por volta de 1986, curiosamente o ano em que nasci.

Nesta fase pouco se falava sobre o assunto TDAH. Acredito que meu diagnóstico nem foi informado para escola. Porém, enquanto psicóloga, posso garantir que o modelo educacional do Anglo me deu total suporte para lidar com meu déficit de atenção e conseguir me  formar na graduação e pós graduação, trabalhando e auxiliando outras crianças todos os dias.

Meu sucesso educacional se deu devido ao nossos professores que ficavam próximos dos alunos tanto no espaço físico (estrutura da sala) como emocional. Me lembro como se fosse hoje. O professor Samuel percebia minha cara de “” (dúvida) em suas aulas e era sensível dizendo para mim “Foi?”, fazendo joinha, e eu fazia de forma envergonhada, que não com a cabeça de, então ele mudava a forma de explicar, dando ouros exemplos, e caso notasse que ainda não tinha “ido” (entendido o conceito), ele fazia o convite para o plantão de dúvidas. Não posso deixar de ressaltar a forma divertida e até irreverente dos professores que prendiam nossa atenção, nos mantendo motivados e estruturavam sem perceber nossa autoconfiança. Era exatamente o que eu precisava, controle de estímulos e motivação.

Importante ressaltar que o esquema de tarefas  mínima e complementar (cobradas diariamente)  e provas semanais (feitas por blocos 2x por semana), auxiliaram a desenvolver uma sistematicidade de estudo e produzindo reforçadores a curto prazo, gerando sentimento de autoconfiança, de ser capaz.

As gincananglos também me auxiliaram muito para desenvolver repertório de solução de problemas, criatividade e formação de vínculos com outros colegas e profissionais do colégio, o que sem perceber fortalece a rede de apoio dos alunos, possibilitando maior resiliência.

Atualmente, volto visitar o Anglo, com frequência em outra posição, a de profissional, e sempre sou bem recebida, e confesso me sentir em casa. Como profissional percebo muitas vezes nos quadros de meus clientes, como a escola me auxiliou no meu desenvolvimento acadêmico, mas também pessoal. Acompanho de perto a evolução da escola e preocupação com cada aluno, de forma coerente e inclusiva.

Posso finalizar este breve depoimento, agradecendo ao Anglo por minha formação e por alguns de meus pequenos clientes que hoje lá estudam, mas principalmente por todas as crianças que já se formaram e ainda irão formar, com bagagem acadêmica e estrutura emocional”.


Viviana Ferrante, psicóloga formada há 10 anos pela Uniararas com especialização pelo ITCR Campinas




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