(Re)Pensando o hábito de estudo

Quando é necessário organizar os hábitos de estudo dos filhos, às vezes os pais perdem a paciência, às vezes perdem o bom humor... Às vezes, são muito protetores e, de repente, eles próprios resolvem um exercício enquanto o filho ou filha finge certo interesse. Essa atitude, porém, em nada ajuda e, quando chegarem a níveis mais avançados, talvez ninguém mais seja capaz de resolver a equação de segundo grau. O trabalho, então, será imenso. O hábito de estudar pede, assim, que a família não assuma as lições de casa, mas que também não se ausente simplesmente. Pede que a família esteja presente, que seja um tipo de companhia, de incentivo e, eventualmente, de uma interlocução bem medida. Há, sim, envolvimento dos pais, mas é preciso encontrar mais um equilíbrio: entre ajudar e colocar os limites para essa ajuda.


Isso significa que o protagonismo deve ser sempre do estudante: ele tem que pensar por si, imaginar estratégias e, inclusive, cometer erros, porque, como bem sabemos, essa é parte muito importante do processo de aprendizagem. Esse protagonismo, além de ter evidentes benefícios cognitivos e acadêmicos, leva os alunos a alcançarem habilidades que são centrais, como a auto-suficiência, a capacidade de lidar com problemas e a organização do tempo.


Uma primeira ajuda que os pais podem dar diz respeito à manutenção de uma rotina de estudos. Para que isso ocorra de maneira eficiente, é preciso perceber quanto tempo, depois da escola, seu(sua) filho(a) precisa para voltar a se concentrar. Despois, é necessário estabelecer blocos específicos de estudo, com tempos marcados e disciplinas já determinadas. Por fim, é necessário marcar também os períodos de descanso entre esses blocos – mas a criaturinha não deve grudar no celular, pois a mente não descansará tanto...


O segundo cuidado diz respeito ao local onde o estudo é realizado. Há aquelas pessoas que rendem mais se estão isoladas (mas sem computadores conectados, né?). Já outras rendem muito mais se estiverem em um mesmo ambiente que outras pessoas da família: enquanto uns preparam o jantar, outros estão fazendo as tarefas escolares – todos juntos, naquele convívio gostoso que é o estar em família (é só ter cuidado para não virar aquela bagunça de conversa...)


Conforme os filhos vão ficando maiores, toda essa presença familiar vai diminuindo. Porém, é muito bom para os estudos, se a família se mantiver interessada com relação ao que acontece na escola. Os filhos crescem, mas ainda têm muito a aprender e ter perto de si a família certamente é uma soma positiva em meio a tantos cálculos, hipóteses e leituras.

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