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Ler, resumir, anotar?

Devido à informatização de nossa sociedade, alguns procedimentos de estudo são muito mal vistos pelos estudantes. Isso ocorre fundamentalmente porque, na era digital, a rapidez parece dar o tom de tudo. Vídeos devem ser curtos, textos devem ser pequenos, exposições devem ser rápidas. O aprendizado, porém, é uma potência do intelecto (e também dos sentimentos), que requer um tempo muito diferente daquele em que todos vivem hoje. É o tempo da construção: de quem mistura elementos, prepara uma massa e vai, pouco a pouco, assentando os tijolos daquela que será uma grande construção: a da própria individualidade.



Para que esse trabalho seja realizado a fim de se atingir o máximo de resultados, algumas atividades devem fazer parte dessa construção: a leitura, o resumo e a anotação. Todas essas atividades requerem um sujeito de fato empenhado nos estudos, pois não são fazeres passivos. Ler não é receber palavras (simplesmente escutá-las com a mente), mas é um processo de atribuição de sentido. Anotar não é sublinhar mecanicamente um texto, mas selecionar trechos e colocar palavras chaves, para facilitar estudos posteriores. Já o resumo, por sua vez, é uma atividade requintada de compreensão.


Para realizá-lo, é necessário que exista, de fato, o entendimento com relação ao texto a ser resumido. Sem isso, ocorre apenas cópia, ainda que seja uma cópia de trechos selecionados e mais importantes. Quando a atividade de resumir se torna ferramenta de estudo, o procedimento textual é mais trabalhoso, pois o aluno deve ser capaz de transmitir os aspectos centrais de um determinado conteúdo. Tais aspectos devem ser comunicados a partir de recursos linguísticos próprios, através das “próprias palavras”. Essa atividade requer tempo, é trabalhosa, porém é um instrumento bastante potente também de autoavaliação, pois, quando não somos capazes de criar uma síntese (sem cópias) de um determinado texto, na realidade, não chegamos a entender a totalidade do conteúdo. Com a prática, essa atividade vai se tornando mais rápida, no entanto, jamais será feita de forma instantânea. Por isso, devemos incentivá-la, porque no corre-corre digital, poucos se dispõem a parar para ler, resumir e anotar. Quem fizer essas “paradinhas”, com certeza, terá fôlego para ir mais longe.