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Bruno Eduardo Krepischi

Atualizado: 13 de Out de 2019


“Estudei no Anglo Araras no terceiro colegial e no cursinho. Toda escola contribui para a formação de caráter do aluno, construção do conhecimento, isso somado a família e amigos. Foi no Anglo, que um dos professores (Frederici, de química) me convenceu a fazer medicina, mas todos os outros professores que tive contribuíram para minha formação e sou eternamente grato.

No Anglo tive o privilégio de ter aula com os professores Tadeu, Wander, Fred, Dotti, Sebá, Piccin, Jefferson, entre muitos outros que sempre ficaram depois da aula comigo tirando dúvidas, não porque eles eram obrigados e sim porque amavam o que faziam e sou muito grato a eles, pela paciência, dedicação e exemplo.

Respeitem seus professores, profissão mais digna de todas, afinal o médico, o advogado, o engenheiro, qualquer profissão precisa do professor para existir.

Mas, apesar de a qualidade do colégio influenciar muito na formação, a verdade é que o mais importante para passar em medicina é o desejo de querer alcançar seus objetivos. O colégio nos dá o livro, a aula, mas quem decide se vai estudar e prestar atenção é o aluno.

Se me permitem uma dica, estudem as matérias que vocês vão mal. É uma delícia estudar química e biologia. Eu gabaritava essas duas matérias e errava várias de português, matemática, geografia, história. O resultado era reprovação, foi quando resolvi deixar de lado as matérias que tinha facilidade e treinar minhas dificuldades que consegui minhas aprovações.

Agora, já no 4º ano de faculdade, amadureci muito e queria passar um pouco de conselhos a quem vai prestar medicina.

Todo esforço é recompensado, e se você estudar, se dedicar e for organizado, você conseguirá tudo que quiser na vida. Se a prioridade da sua vida no 3º colegial, cursinho, é ir em festas, se divertir com os amigos, boa sorte, você terá mais alguns anos para entrar e se continuar com essa mentalidade na faculdade, um curso de 6 anos vira 8. Quando você é médico você não pode pensar só em você, você deve pensar sempre nos outros, você estuda pelos outros, porque cada noite mal dormida, cada página lida é uma vida que pode ser salva.

Se você não gosta de estudar, nem preste o vestibular de medicina, o curso é muito mais difícil e cansativo que o cursinho, colegial, então se você quer ir para esse curso e achar que as coisas vão melhorar, faça outro. Porém, é um curso prazeroso, aprender como funciona o corpo, é muito fascinante e apaixonante.

Você deve ter foco para passar no vestibular, no curso. Muitas pessoas perdem o foco antes de passar no vestibular ou após passar. A vida é feita de escolhas, em qualquer curso, qualquer faculdade, temos contato com álcool, drogas, a questão é se você vai fazer a escolha certa ou a errada, e essa escolha errada só te deixa mais distante do seus sonhos. Recomendo que sempre que você ficar na dúvida, pense no esforço dos seus pais e de sua família para dar a vocês a oportunidade de crescer na vida, pense na educação que te foi dada e pense se isso vai realmente somar na sua vida. Acreditem, estudar soma na vida.

Mas ao mesmo tempo, estudar demais também não é legal, nunca esqueça que se você quer ser médico você tem que gostar das pessoas, às vezes temos tanta coisa para fazer que esquecemos das pessoas que amamos e que são importantes para nós. Então, apesar de ter muita coisa para estudar, sempre que possível veja sua família e os amigos. Eu acho que esse curso, depois de 6 anos mais residência, faz o profissional ter mais familiaridade com o papel que com o ser humano. Se policie, tome cuidado para não esquecer o que realmente importa.

Meu sonho é ser emergencista e salvar o maior número de vidas que for possível.”


Bruno Eduardo Krepischi, aluno do 4º ano de medicina da universidade de Araraquara